sábado, 26 de dezembro de 2009
As primeiras experiências- parte 4
Em 88 o vestibular de comunicação era o quarto mais concorrido. Você não fazia direto pra cinema. Fazia pra comunicção e escolhia, após entrar, se ia pra jornalismo, publicidade, rádio e tv ou cinema.No primeiro vestibular não passei. Tentei fazer jornalismo na UFRJ mas também foi um fiasco. Cai num cursinho no objetivo e, como nome diz, consegui objetivar minha cabeça pra entrar na UnB. COnsegui no meio do ano. Cogitei escolher jornalismo, mas na hora resolvi seguir o que desejava. Eu e mais dois só escolheram cinema.O curso fecharia logo após a minha turma. A época não podia ser pior. O país vivia uma recessão imensa. Collor acabava com o cinema no Brasil, imagina em Brasilia. Havia apeanas 4 professores no curso. Não tinha equipamento,mas estava alienada a isso e com fé no meu sonho. Por imensa sorte na minha vida, o professor de tv, Armando Bulcão, tinha acabado de entrar no curso e estava cheio de vontade. Fui aluno dele e aprendi a enquadrar, entender de ritmo, lente, construção de narrativa. Colocamos as câmeras dos anos 60 pra funcinar. Fizemos tv ao vivo. No fim do ano,eleme emprestou a câmera VHS do curso, coisa dificil era aluno pegar em equipamento na época, e consegui filmar e editar meu primeiro vídeo. "Você Não vai Entender Meus Olhos". Uma video arte em que 2 caras e uma menina (a mesma que era apaixonado) ficam em silêncio numa sala. Cada um divaga sobre como poderia ser a vida a dois. Nesse meu primeiro video já tinha tudo: O encateamento baseado muito mais no fluxo de pensamento do que na lógica narrativa, pessoas a deriva, alienadas por opção do convivio pessoal, música pop, a câmera solta, a edição ágil e associativa, a dificuldade de comunicação, a desconexão com a realidade, a dúvida sobre tudo e todos. Depois, meu irmão que era professor de educação fisica, comprou uma câmera pra filmar os jogos da sua equipe de basquete. Pegava emprestado a câmera e fiz várias experiências. Juntei todas nomeu segundo video. "Seguindo Vocês". um video arte juntando imagem e poemas. Como era estagiário do centro de audio-visual da biblioteca da UnB consegui editar nas horas vagas. Entre uma palestra e outra que era obrigado a filmar. Depois virei monitor de telejornalismo do Armando Bulcão e junto com Alfredo Viana tinhamos a chave da ilha e do estudio da UnB. Virou minha casa. Dormia e almoçavalá. Mesmo por que me muitas vezes não tinha dinheiro pra voltar pra casa. Fizemos trocentas experiências diárias de edição e captação.
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