sábado, 26 de dezembro de 2009
As primeiras experiências- parte 5
Dentre essas primeiras experiências uma me tomou 8 meses de vida. Minha namorada da época nomeou de Prelúdio. Peguei umas experiências que fizemos com a atriz Clarice Cardell e refilmei da tel apenas o detalhes dos olhos. Coloquei ruídos com uma música clássica e fiz uma especie de fluxo de pensamento de uma mulher antes de um encontro amoroso. O filme ganhou meu primeiro prêmio. Esse prêmio além de medar horas de ilha e fitas U-Matic despertou o interesse do CPCE-importante e moderno centro de produção de vídeo da UnB- para que fosse estagiário do lugar. Na antiga administração aluno mal podia entrar no corredor principal. SObre nova administração e a greve de funcionários os alunos eram extremamentes uteis. Vivi lá praticamente. Aprendo tudo sobre câmera, eletrica, maquinária, edição... fui técnico de vários institucionais e filmes de formatura de colegas. Fiz meu primeiro vídeo em formato profissional: Domingo. Vídeo péssimo. Depois, traumatizado nem pensei mais na direção. Trabalhei em aproximadamente em 40 videos entre institucionais, documentários, ficções. Depois de um certo momento fiz direções de pequenos filmes técnicos para departamentos da UnB. No fim de 92, formandos de jornalismo me chamaram para colaborar em projeto sobre a comunicção de pacientes psiquiatricos. Eu teria a função de fazer a câmera no vídeo e ensinar os pacientes a operar câmeras para eles filmarem a realidade deles. Entrei descompromissado, mas me apaixonei pela experiência. Me enfurnei em instituições psquiatricas durante 3 meses. Virei editor do projeto, depois co diretor. O vídeo chamava-se EUOUTROEU. nA EDIÇÃO MINHA CABEÇA EXPLODIU. Virei critico da minha câmera fria, sem compaixão pelo que filmava, vaidosa, arrogante. Tomei uma peia apos terminado o projeto. Tive sindrome de pânico. Achei que minha vida acabava. Fui convidado pra fazer um clip de uma banda nova. Low Dream. Pra evitar os ataques de pânico, tentava imaginar na minha cabeça como seria o vídeo montado.Isso me curou. Pronto o clip estourou. Virou capa do Estadão, dos jornais locais. Isso me despertou pra outras bandas. Uma delas vingou. Raimundos. O clip que fiz também: Nega Jurema. Fui descoberto pelo mercado publicitário ainda aluno da UnB. Comecei a ganhar meu dinheiro. Fazer outros clips de bandas importantes como Pato Fu. Isso viabilizou meus videos experimentais e meu curta de formatura em 1994. "Três"
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